Los abogados de Bolsonaro vuelven a pedir que cumpla su pena de cárcel en arresto domiciliario El candidato liberal en las elecc…

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Jair Bolsonaro Solicita Prisão Domiciliar

MADRID, 14 de janeiro – O advogado do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, novamente solicitou nesta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil que o ex-líder ultradireitista possa cumprir sua pena de 27 anos e três meses de prisão em regime domiciliar, alegando questões de saúde.

Os advogados do ex-presidente, mencionando suas últimas operações e uma queda sofrida na semana passada, pediram ao juiz Alexandre de Moraes que conceda a prisão domiciliar, além de solicitar uma avaliação médica independente sobre a compatibilidade do atual estado de saúde de Bolsonaro com a cela na qual ele está detido, localizada na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Segundo os argumentos da defesa, poderia haver o risco de “morte ou uma sequela neurológica irreversível” em decorrência da queda de Bolsonaro, “caso o impacto tivesse recaído na região temporal, occipital ou na base do crânio”.

“A execução penal, especialmente no caso de uma pessoa idosa e clinicamente vulnerável, não pode ser estruturada com a expectativa de que a sorte continue a intervir. A proteção judicial deve ser preventiva, não reativa diante de tragédias consumadas”, afirmaram os advogados.

Além disso, foi alegado que “a impossibilidade estrutural da prisão de oferecer assistência humana contínua” contrasta profundamente com as condições necessárias “para preservar a integridade física” do ex-presidente, que “não pode se valer por si mesmo”.

A solicitação de prisão domiciliar ocorreu horas após o juiz de Moraes rejeitar outro recurso apresentado pela defesa contra a sentença por seu papel no intento de golpe de Estado contra Luiz Inácio Lula da Silva.

A equipe legal de Bolsonaro, que protocolou o recurso na véspera, argumentava que o antigo presidente tem o direito de que o pleno do STF reanalise a sentença contra ele, baseando-se nos argumentos da única votação divergente, do juiz Luiz Fux, que pleiteou a absolvição do ex-presidente e a anulação do caso.

No entanto, o juiz do STF rejeitou o recurso, afirmando que a interposição desse apelo após a condenação firme é “absolutamente inadmissível do ponto de vista jurídico”. Embora não tenha especificado os motivos, de Moraes já havia negado um recurso semelhante, alegando que a jurisprudência do STF, pelo menos desde 2017, estabelece a necessidade de pelo menos dois votos divergentes para que esse tipo de recurso seja aceito.

O ex-presidente brasileiro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão ao ser considerado culpado de organizar um esquema para perpetuar-se no poder após as eleições presidenciais de 2022, cometendo os crimes de golpe de Estado, abolição da ordem jurídica, constituição de uma organização criminosa armada, danos agravados à propriedade pública e deterioração de patrimônio histórico.

A sentença também inclui uma inelegibilidade de até oito anos após o término de sua condenação, prazo que, a não ser que ocorram reduções da mesma, está previsto para expirar em 2060, quando o ultradireitista estaria, hipoteticamente, com 105 anos.



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